Poluição por plástico

A poluição por plástico é um desafio ambiental urgente que não conhece fronteiras. Enquanto os governos negociam o primeiro tratado internacional sobre a poluição por plástico, a ICC está trabalhando para garantir que as perspectivas do setor privado sejam levadas em consideração. Defendemos um tratado que seja viável, eficaz e capaz de impulsionar a transição para uma economia global circular e resiliente.

A poluição por plástico exige uma ação internacional coordenada.  

Isso prejudica os ecossistemas, afeta as comunidades e enfraquece os sistemas naturais que sustentam as economias.  

A aprovação da Resolução 5/14 da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEA) marcou um ponto de inflexão histórico, no qual os países concordaram em negociar um acordo global juridicamente vinculativo para acabar com a poluição por plástico.  

Por meio do processo do Comitê Intergovernamental de Negociação (INC), governos, empresas e a sociedade civil estão trabalhando para criar o primeiro quadro internacional capaz de impulsionar uma mudança sistêmica em toda a cadeia de valor do plástico.  

A ICC, que representa empresas de todos os tamanhos e setores, tem se empenhado desde o início para garantir que o acordo tenha um impacto concreto e funcione na prática. Nosso foco é garantir um tratado que estabeleça uma direção clara, atraia investimentos e crie as estruturas necessárias para combater a poluição por plástico e construir uma economia mais circular, resiliente e sustentável. 

Estamos trabalhando para que o tratado sobre o plástico seja:

EFICAZ 

Alinhar a ambição com a realidade econômica para gerar um impacto real em toda a cadeia de valor do plástico 

VIÁVEL 

Garantir que as medidas sejam práticas, exequíveis e viáveis para todas as economias e empresas, independentemente do seu porte 

CIRCULAR 

Promover a inovação e o design circular, e transformar a forma como os plásticos são fabricados, utilizados e recuperados 

Este trabalho é liderado por:

Comissão Global de Meio Ambiente e Energia da ICC 

Raelene Martin, Diretora de Políticas Globais – Sustentabilidade
Daniel Grajales, Gerente de Políticas Globais – Meio Ambiente  

Quer ajudar a criar a solução?

O que defendemos 

A magnitude da poluição por plástico exige soluções que sejam eficazes e viáveis. As medidas políticas devem priorizar os produtos e aplicações plásticas com o maior risco comprovado de dispersão ambiental — ou seja, plásticos que acabam na natureza devido a uma gestão inadequada de resíduos. Isso deve ser feito por meio de estruturas comuns, baseadas em evidências e específicas para cada aplicação, a fim de melhorar continuamente a gestão de resíduos e a circularidade. Esses esforços também devem levar em conta as circunstâncias nacionais, a capacidade técnica e as realidades socioeconômicas para garantir que as ações sejam justas, eficazes e práticas de implementar.  

É necessário um ambiente favorável e propício para garantir que todos possam contribuir de forma eficaz para acabar com a poluição por plástico. Isso inclui esforços sólidos de capacitação e um mecanismo financeiro robusto, capaz de transformar os compromissos assumidos nos tratados em ações concretas.

O tratado também deve incentivar a adesão mais ampla possível, especialmente entre as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), que representam cerca de 90% das empresas em todo o mundo e possuem um enorme potencial para gerar um impacto significativo. Essas empresas estão frequentemente na vanguarda de soluções inovadoras — desde materiais biodegradáveis e designs de produtos reutilizáveis até novas tecnologias de reciclagem —, mas precisarão de estruturas facilitadoras bem concebidas para apoiar sua transição para uma economia circular do plástico.

Incentivos financeiros direcionados, intervenções fiscais bem calibradas para melhorar o acesso ao financiamento e apoio à pesquisa e desenvolvimento serão fundamentais, juntamente com a implementação gradual, infraestrutura compartilhada, educação e conscientização. Para ajudar a garantir que essas necessidades específicas sejam refletidas nas negociações, a ICC organizou Diálogos regionais sobre MPMEs com o objetivo de trazer as perspectivas das empresas de menor porte diretamente para o processo e defender um tratado que estabeleça uma trajetória viável e envolva todas as partes interessadas.